
Há uma ideia instalada de que as infeções urinárias são coisa do frio, associadas ao inverno e aos pés gelados. A realidade clínica é outra. O verão é uma das alturas do ano em que estas infeções mais aparecem, e quase sempre pelas mesmas razões.
O calor não causa a infeção, mas cria as condições para ela.
Com a subida da temperatura, o corpo perde mais água pelo suor, a rotina muda e alguns hábitos do dia a dia mudam com ela. É essa combinação, e não o calor em si, que abre a porta às bactérias.
🌸 Menos água, menos proteção. Com o calor, transpira-se mais e nem sempre se compensa a perda com líquidos. Bebe-se pouca água, urina-se menos vezes e a bexiga deixa de fazer aquilo que a protege naturalmente: esvaziar com frequência e arrastar as bactérias para fora. Quanto mais tempo a urina fica retida, mais tempo as bactérias têm para se multiplicar.
🌸 Humidade que não sai. O fato de banho molhado vestido durante horas, a roupa justa e os tecidos sintéticos criam um ambiente quente e húmido na zona genital. É precisamente o ambiente em que as bactérias proliferam com mais facilidade.
🌸 Rotinas que adiam o que é urgente. Em viagem, na praia ou num passeio, é comum adiar a ida à casa de banho por falta de condições. Reter a urina de forma repetida é um dos gestos que mais favorece a infeção.
🌸 Mais atividade, menos cuidado. O verão traz mais vida social e mais intimidade. A atividade sexual pode empurrar bactérias em direção à uretra, e quando não é seguida de uma ida à casa de banho, esse risco aumenta.
Os primeiros sinais costumam ser claros: ardor ou dor ao urinar, vontade frequente de ir à casa de banho com pouca urina de cada vez, sensação de urgência e urina turva ou com cheiro mais forte. Isolados, indicam que algo não está bem e que vale a pena agir cedo.
Há, porém, sinais que mudam a gravidade e não devem esperar. Febre, dor na zona lombar ou nas costas, arrepios, náuseas ou sangue na urina podem indicar que a infeção subiu aos rins. Nestes casos, a avaliação médica não é opcional.
A atenção deve ser redobrada em grávidas, homens, pessoas com diabetes e em quem tem infeções urinárias de repetição. Nestas situações, mesmo os sintomas ligeiros justificam acompanhamento.
O QUE PODE FAZER AGORA
A prevenção é simples e eficaz: beber água de forma regular ao longo do dia, urinar sempre que surge a vontade sem adiar, trocar o fato de banho molhado assim que possível e preferir roupa interior de algodão.
Quando os sintomas já apareceram, o passo seguinte não tem de ser a dúvida.
Na Farmácia Portugal pode fazer um despiste rápido e discreto, que ajuda a perceber se há sinais de infeção urinária e a decidir se o caso se resolve com medidas simples ou se deve ser encaminhado para o médico.
Chegar ao verão informada é a melhor forma de o aproveitar sem interrupções. Na Farmácia Portugal, a equipa ajuda a perceber o que se passa e qual o próximo passo.
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